Dourados Enfrenta Surto de Chikungunya com 1.638 Casos e Mobiliza Autoridades para Combater Aedes Aegypti e Proteger População Indígena.

Dourados Enfrenta Surto de Chikungunya com Ações Urgentes de Combate

O município de Dourados, localizado no Mato Grosso do Sul, está lidando com um preocupante surto de chikungunya. Até o momento, foram registrados 1.638 casos prováveis e 780 confirmações da doença, resultando em uma alarmante taxa de positividade de 78,15%. Isso significa que, a cada dez testes realizados, quase oito apresentam resultados positivos. A situação é acentuada por 37 internações e cinco mortes vinculadas ao surto, afetando indivíduos com idades que variam de um mês a 73 anos.

A área mais impactada é a aldeia Bororó, que já contabiliza 147 casos confirmados. Todos os óbitos ocorreram dentro da Reserva Indígena, o que motivou uma resposta coordenada das autoridades de saúde em diferentes níveis, buscando estratégias eficazes para debelar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão tanto da chikungunya quanto da dengue e do Zika vírus.

As estatísticas revelam uma realidade alarmante também em nível nacional. Conforme informações do Ministério da Saúde, o Brasil registrou até o final de março 20.615 casos prováveis de chikungunya, além de 15 mortes, com outras investigações ainda em andamento. Em um comparativo com o ano anterior, a situação parece estar se deteriorando, já que em 2022 foram quase 52 mil infecções reportadas.

Em resposta a essa crise, o prefeito Marçal Filho enfatizou a importância da colaboração da população na erradicação de criadouros do mosquito, ressaltando que muitos locais acumulam lixo e água parada, favorecendo a proliferação do vetor. O governo federal, por sua vez, lançou um suporte emergencial de R$ 900 mil, que será usado para intensificar ações de vigilância em saúde e controle da infestação.

Um dos novos métodos que está sendo implementado em Dourados são as Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), que utilizam armadilhas impregnadas com larvicida para capturar mosquitos. Até agora, 150 dessas armadilhas foram instaladas em bairros como Jóquei Clube, com a expectativa de se expandir para outras áreas nos próximos dias.

Entretanto, especialistas alertam que, apesar da novidade, o verdadeiro sucesso no combate à doença depende da união de esforços entre as autoridades e a população local. A busca ativa em comunidades indígenas também é uma prioridade, com equipes se mobilizando para alcançar aqueles que não buscam atendimento médico espontaneamente, visando evitar complicações graves.

Além disso, o Ministério da Saúde anunciou a criação de uma Sala de Situação para fomentar a coordenação das ações de combate à arbovirose em Dourados. A contratação de 20 agentes de combate a endemias e a disponibilização de leitos exclusivos para o atendimento de casos de chikungunya no Hospital Regional da cidade são outras medidas que estão sendo adotadas.

Com a expectativa de novos casos nas próximas semanas, o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, destaca a urgência em reforçar as equipes de saúde para lidar com a demanda, clamando pela responsabilidade compartilhada de cada cidadão no combate ao mosquito.

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