Doria: Não há a menor hipótese de disputar prévias com Alckmin

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), descartou qualquer possibilidade de disputar prévias contra o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), para definir o candidato tucano que disputará as eleições presidenciais de 2018. Ele também defendeu a saída imediata do senador Aécio Neves (PSDB-MG) da presidência do partido.

Nos últimos dias cresceram os boatos de que Alckmin poderia convocar prévias para barrar a ascensão de Doria no PSDB. “Eu quero deixar bem claro, reto e direto. Não disputo com Geraldo Alckmin. Ele é um nome que me ajudou e me apoiou. É meu amigo há 37 anos. Jamais faria um ato dessa natureza, de rebeldia. Não vou disputar prévias com Geraldo Alckmin, não há a menor hipótese. Primeiro que não sou candidato a nada para disputar nada. Depois, não me vejo nessa condição”, afirmou.

De acordo com o MSN, As declarações de Doria foram dadas em seu programa Olho no Olho, transmitido pelo prefeito por meio de seus perfis nas redes sociais. O tucano disse que poderá avaliar várias circunstâncias no futuro, mas reforçou que nenhuma o fará concorrer pela indicação com Alckmin. “Você não joga uma relação de 37 anos no lixo por nada.”

Doria também comentou sobre a situação do PSDB e cobrou eleições para substituir Aécio Neves na presidência do partido. O senador está afastado da liderança tucana desde que vieram à tona os grampos feitos pelo empresário Joesley Batista, da JBS. Aécio, que responde a nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), teria pedido a Joesley 2 milhões de reais em propinas.

“Está na hora de mudar a direção do PSDB. Não desrespeito o senador Aécio Neves, reconheço sua biografia e sua história, mas eu entendo que não faz o menor sentido termos o Aécio, ainda que seja um presidente afastado ou licenciado, diante de uma situação tão grave para o país”, afirmou Doria.

O prefeito cobrou eleições para formar uma nova Executiva Nacional no partido e criticou a postura de quadros históricos da legenda, como o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman e o suplente do senador José Serra (PSDB-SP), José Anibal.

“O que faz o Zé Anibal lá? Ele não tem mandato, não tem votos, e está na Executiva. O Alberto Goldman não tem voto, não tem mandato, e está na Executiva. Agora, jovens parlamentares do PSDB, que têm posições aguerridas no Congresso Nacional, não tem voz na Executiva. E os prefeitos não têm voz. Temos que fazer eleições, reproduzir um pensamento e um sentimento mais democrático e jovem para o PSDB”, declarou.

21/07/2017

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