Doria afirmou que o erro na gestão da saúde pública causou um impacto negativo nas urnas. “Bolsonaro teria sido reeleito se tivesse apoiado a vacina e adotado uma conduta correta na saúde pública no Brasil. Foi um erro grave”, disse o ex-governador. Ele enfatizou que, neste momento, é crucial olhar para o futuro sem ressentimentos. A interpretação de Doria foi corroborada informalmente por Valdemar Costa Neto, que, fora do alcance das câmeras, validou os argumentos do ex-governador.
Essas declarações têm um peso significativo, especialmente considerando o histórico tenso entre Doria e Bolsonaro. Em 2018, Doria havia sido um dos primeiros apoiadores do então candidato à presidência, um movimento que ficou conhecido como “Bolsodoria”. Contudo, os anos que se seguiram trouxeram profundas desavenças. Doria chegou a confessar ter se arrependido “amargamente” do apoio ao ex-presidente, descrevendo seu governo como um “enorme erro”.
O rompimento entre os dois líderes se acentuou durante a pandemia, principalmente devido a divergências sobre a vacinação e as medidas sanitárias necessárias para conter a propagação do vírus. Diante de tal cenário, Doria foi rotulado como “traidor” por muitos dos apoiadores de Bolsonaro, o que transforma sua atual posição em um tema delicado e polêmico no panorama político brasileiro.
Este novo posicionamento de Doria não apenas repercute entre seus seguidores, mas também provoca discussões sobre o futuro do cenário político do país. À medida que se busca um novo rumo para a política nacional, suas palavras revelam a complexidade das alianças e tensões que marcam essa fase política.
