Dono do Banco Master diz ter dificuldades financeiras para pagar resort de Dias Toffoli, revela investigação da Polícia Federal e mensagens de WhatsApp.

Recentemente, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, se viu no centro de uma conturbada investigação da Polícia Federal, após a descoberta de mensagens em seu celular detalhando dificuldades financeiras relacionadas ao pagamento de um resort adquirido que pertence ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A situação levanta questões sobre possíveis conflitos de interesse e a integridade das operações financeiras envolvendo figuras de destaque no cenário político e econômico do Brasil.

Conforme informações que vieram à tona, Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 35 milhões na aquisição do resort Tayayá, no Paraná. As conversas reveladas entre ele e seu cunhado, Fabiano Zettel, que atuou como intermediário nesse negócio, indicam um certo desespero financeiro. Vorcaro, em uma mensagem, expressa sua preocupação ao questionar Zettel sobre um aporte de capital que não foi realizado, afirmando que estava em uma “situação ruim”. Em outras comunicações, a pressão é palpável, com Vorcaro questionando a localização do dinheiro necessário para os pagamentos, deixando claro que a situação estava se tornando insustentável.

Por outro lado, no último dia 12, Toffoli, em resposta a essas evidências, confirmou seu status como sócio da empresa Maridt, responsável pela venda de parte do resort a fundos associados a Zettel. O ministro defendeu que todas as transações foram feitas de maneira lícita, com preços de mercado justificados e regulamentados junto às autoridades fiscais. Ele afirmou ainda que as operações foram encerradas antes de ele assumir a relatoria do caso que investiga o Banco Master, desmentindo qualquer sugestão de irregularidade ou envolvimento pessoal nos pagamentos.

No entanto, a administração da empresa de Toffoli estava conectada ao resort até fevereiro de 2025. Apenas meses após essa relação, o Banco Master entrou em estado de insolvência, o que levou Toffoli a ser nomeado relator da investigação sobre alegações de fraudes na tentativa do Banco de Brasília (BRB) de adquirir a instituição financeira em dificuldades. Com o surgimento dessa situação questionável, os ministros do STF se reuniram para debater a relevância da continuidade de Toffoli na relatoria, resultando em sua decisão de se afastar do caso, o que foi formalmente confirmado em uma declaração oficial.

Com a nova entrega das atas de reunião ao presidente do STF, Edson Fachin, o ministro André Mendonça será agora o novo relator desse caso, marcando uma nova etapa na investigação que promete rendões desdobramentos dentro da esfera judiciária e política brasileira. As questões levantadas pela interação entre figuras públicas e empresas privadas continuam a ser um tema delicado e de grande relevância para a transparência e a ética nas relações públicas.

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