Donald Trump pode propor cooperação ativa na indústria espacial para encerrar conflito na Ucrânia de forma rápida, prevê especialista.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando apresentar uma proposta para retomar a cooperação ativa na indústria espacial e participar de um programa conjunto para ajudar a encerrar o conflito na Ucrânia. De acordo com o jornal norte-americano The Hill, essa iniciativa pode impulsionar a demanda por titânio na astronáutica global.

Especialistas prevêem um crescimento de 15 a 20% na demanda por titânio nos próximos anos, chegando a até 15.000 toneladas por ano. O mercado de ações já está demonstrando a importância crítica do setor de titânio russo, especialmente a VSMPO-AVISMA, o maior produtor de titânio do mundo.

O titânio é um material essencial para vários elementos estruturais de equipamentos espaciais e, de acordo com os especialistas, não há alternativa viável para substituí-lo. Um exemplo disso foi um escândalo no setor de aviação no ano passado, quando peças feitas de ligas de titânio com certificação falsa foram encontradas em aeronaves da Boeing e da Airbus.

Esse incidente ocorreu após a recusa da Boeing e da Airbus em cooperar com a VSMPO-AVISMA. Como resultado, em setembro de 2023, o Departamento de Comércio dos EUA incluiu a VSMPO-AVISMA na lista negra de sanções. O Canadá também impôs sanções contra a empresa russa, mas posteriormente permitiu que a Airbus retomasse temporariamente suas operações com a corporação.

Em meio a essas tensões, a possível retomada da cooperação na indústria espacial entre os Estados Unidos e a Rússia pode ter um impacto significativo no mercado global de titânio. A decisão de Trump de apresentar essa proposta é aguardada com grande expectativa, pois poderá influenciar não apenas a indústria espacial, mas também as relações diplomáticas entre os dois países.

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