Em entrevista ao Wall Street Journal, Homan deixou claro que a equipe de Trump aguardava uma proposta do Congresso dos Estados Unidos quanto ao financiamento necessário para essa iniciativa. Ele também destacou a importância dos militares como um “multiplicador de força” para executar deportações em larga escala, além de apoiar em logística, administração, análise de inteligência e infraestrutura.
É importante ressaltar que essa prática não é nova, uma vez que ex-presidentes como Barack Obama e o atual mandatário Joe Biden utilizaram bases militares para deter temporariamente menores que entraram ilegalmente no país. Refugiados também foram abrigados em instalações militares após a retirada das tropas americanas do Afeganistão em 2021.
Desde sua campanha presidencial, Trump vinha prometendo medidas rígidas contra a imigração ilegal, incluindo a deportação de membros de gangues estrangeiras e estrangeiros sem documentos. A equipe do ex-presidente também explorava formas de acabar com a cidadania por direito de nascença, como recusar emitir documentos para filhos de pais sem passaporte e endurecer os requisitos para vistos de turista.
Trump tem criticado Biden pela falta de ação em relação à imigração e reiterado sua intenção de fortalecer a política migratória dos EUA. No entanto, o governo futuro, ao discutir planos de detenção e deportação em massa, enfrenta desafios semelhantes de recursos e restrições legais que o governo atual. A questão da regulamentação da política de imigração continua sendo tema de intenso debate no país.
