No fechamento da última segunda-feira, o dólar atingiu o segundo maior valor nominal histórico, sendo cotado a R$ 6,1851. Esse movimento foi influenciado pela cautela fiscal interna e pela valorização externa, devido ao otimismo com os ativos dos Estados Unidos.
Nesta quinta-feira, o dólar à vista registrou queda de 0,15%, sendo negociado a R$ 6,1756. Já o dólar para janeiro apresentou uma redução de 0,42%, cotado a R$ 6,180. No panorama internacional, o dólar dos EUA demonstra um viés de baixa em relação aos principais pares de moedas. Além disso, há sinais mistos frente às moedas emergentes e ligadas a commodities.
No mercado internacional, o minério de ferro apresentou uma queda de 0,06% na China, enquanto o petróleo registrou uma leve alta. Os operadores aguardam dados sobre os estoques de petróleo nos EUA, que serão divulgados amanhã.
O Brasil teve uma saída de dólares significativa entre os dias 2 e 19 de dezembro de 2024, totalizando US$ 14,699 bilhões. Esse fluxo negativo foi atribuído ao aumento de pagamentos de dividendos e ao movimento de pessoas físicas. O Banco Central adotou medidas para conter os efeitos no câmbio, realizando sete leilões à vista e injetando US$ 16,760 bilhões no mercado.
Com a economia brasileira crescendo acima de sua capacidade, o repasse da alta do dólar aos preços ao consumidor está mais intenso. O Copom elevou a Selic para 12,25% ao ano em dezembro, destacando que o repasse aumenta com demanda forte, expectativas desancoradas ou câmbio persistente.
A suspensão do pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas pelo ministro Flávio Dino traz riscos à votação do Orçamento de 2025 e preocupa o governo. No cenário internacional, o Banco Central realiza a rolagem habitual de swap cambial e os investidores ficam atentos à pesquisa semanal dos EUA sobre pedidos de auxílio-desemprego.





