Dólar fecha em queda de 0,89% a R$ 5,11, menor valor desde abril: impactos da inflação americana e expectativa de corte de juros

O dólar encerrou as negociações desta sexta-feira em queda de 0,89%, atingindo o valor de R$ 5,11. Esta é a menor cotação desde o dia 11 de abril, quando a moeda americana fechou em R$ 5,09. Na semana, houve um recuo de 1,60%, o que foi influenciado pelos dados de inflação dos Estados Unidos, que se mostraram mais moderados, indicando a possibilidade de uma redução das taxas de juros no país de forma mais precoce do que o esperado.

Um dos principais índices analisados pelo Federal Reserve, o banco central americano, é o PCE, referente aos gastos com consumo nos EUA. O dado divulgado para março ficou em 0,3%, em linha com as expectativas do mercado. Já o núcleo do índice, excluindo itens mais voláteis como alimentos e energia, também registrou variação de 0,3%, comparado a 0,4% em fevereiro.

A divulgação do PCE referente ao primeiro trimestre de 2024, com alta de 3,4%, trouxe impactos na decisão sobre os juros americanos. Esse valor é significativamente maior do que o registrado no último trimestre de 2023, que foi de 1,8%. Todos esses indicadores econômicos foram acompanhados de perto pelos agentes do mercado financeiro.

No cenário nacional, a queda do dólar também foi influenciada pelo resultado do IPCA-15, uma prévia da inflação oficial, que ficou abaixo das expectativas dos analistas, registrando 0,21%. Esse dado, divulgado pelo IBGE, contribuiu para amenizar o impacto das mudanças nas metas fiscais do governo, que elevaram as expectativas em relação às taxas de juros.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, também teve um desempenho positivo, com alta de 1,51% no dia, fechando a semana com um avanço de 1,12%. Esses resultados refletem a reação dos investidores diante dos dados econômicos divulgados e das expectativas para o mercado financeiro nos próximos meses.

O mês de abril tem sido marcado por oscilações no câmbio, com o dólar atingindo seu maior valor desde março de 2023. As expectativas dos agentes de mercado para os próximos meses indicam um cenário de incertezas, com previsões de variações na cotação da moeda americana. A volatilidade dos mercados internacionais, influenciada pelas taxas de juros nos EUA, tem impactado diretamente a economia brasileira, refletindo um cenário global instável.

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