Dólar dispara após divulgação do IPCA e alcança R$ 5,76; Ibovespa também recua com incertezas econômicas internas e externas.

O dólar teve uma alta significativa na manhã desta sexta-feira (8/11), atingindo a marca de R$ 5,76, o que representa um aumento de 1,64%. Esse movimento foi impulsionado pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA registrou um aumento de 0,56% em outubro de 2024, um acréscimo de 0,12 ponto percentual em relação ao mês anterior. Com isso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses no Brasil atingiu 4,76%, ultrapassando o teto da meta para 2024. No acumulado do ano, o IPCA alcançou 3,88%.

As principais altas que contribuíram para esse aumento no IPCA foram no grupo Habitação, com 1,49%, e no grupo Alimentação e Bebidas, com 1,06%. Ambos os setores exerceram uma influência de 0,23 ponto percentual na inflação geral do mês de outubro.

Enquanto isso, os investidores aguardam ansiosamente o anúncio de um pacote de cortes de gastos públicos pelo Governo Federal. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mencionou que espera divulgar essas medidas em breve, mas está aguardando a aprovação do presidente Lula para detalhar a proposta.

Nesta sexta-feira, o presidente está reunido mais uma vez com os ministros para finalizar os detalhes do plano, com a reunião marcada para as 14h no Palácio do Planalto. O Ibovespa, por sua vez, reflete a incerteza do momento e apresenta uma queda de 1,50%, atingindo os 127.735 pontos.

No cenário internacional, o mercado continua repercutindo a decisão do Federal Reserve (Fed) de reduzir os juros nos Estados Unidos, o que pode influenciar diretamente na valorização do dólar. Além disso, a eleição de Donald Trump também está sendo observada de perto, com especialistas prevendo possíveis forças inflacionárias que podem levar o Fed a adotar uma postura mais restritiva em relação aos juros nos próximos anos. Isso pode impactar a rentabilidade dos títulos públicos americanos e fortalecer ainda mais a moeda norte-americana.

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