No cenário internacional, um fator crucial que impactou os mercados foi a redução drástica nos preços do petróleo. Após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que amenizaram as tensões em relação ao Irã, observou-se uma forte queda nos contratos futuros do petróleo. Essas declarações parecem ter acalmado a ansiedade do mercado sobre possíveis conflitos militares na região, resultando em um alívio nas preocupações sobre interrupções no fornecimento de petróleo.
Em paralelo, o Ibovespa, o principal índice da B3, chegou a renovar sua máxima histórica intradiária, superando pela primeira vez a marca dos 166 mil pontos. A alta foi observada em um clima de otimismo, refletindo a confiança dos investidores na recuperação do mercado acionário.
Em relação aos dados econômicos, as vendas do comércio varejista tiveram um desempenho positivo em novembro, registrando um crescimento de 1% em comparação a outubro. Este avanço foi atribuído em parte ao sucesso da Black Friday, um evento crítico que impulsionou o setor. No entanto, analistas observam que, apesar desse resultado encorajador, o varejo enfrentou desafios ao longo do ano, especialmente em segmentos sensíveis ao crédito, como veículos e materiais de construção, refletindo os impactos da alta da taxa Selic.
Além disso, a situação envolvendo o Banco Master se intensificou, com o Banco Central do Brasil anunciando a liquidação extrajudicial da Reag Trust, implicada em atividades que violavam normas do sistema financeiro nacional. O caso gerou reações no mercado, mas a maioria dos analistas acredita que não representa um risco sistêmico significativo, dado o porte reduzido da instituição.
No âmbito eleitoral, os investidores continuam atentos às movimentações políticas. A recente divulgação de pesquisas sobre a corrida presidencial consolidou Luiz Inácio Lula da Silva como o principal favorito, enquanto Flávio Bolsonaro, ao se posicionar como um candidato de oposição, ganhou destaque. A interação entre as dinâmicas de mercado e o cenário político revela uma interdependência que continua a moldar as expectativas econômicas do Brasil.







