A desvalorização do dólar, que apresentou uma queda de 0,29% no dia, demonstra uma alteração na percepção dos investidores sobre o país, combinando a entrada constante de capital externo e uma política econômica orientada para a estabilidade. A moeda americana, durante o dia, chegou a ser negociada a R$ 4,98, acumulando uma queda de 3,51% em abril e 8,96% no acumulado de 2026. Essa melhora é, em parte, impulsionada por uma aparente distensão nas tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã, conforme indicam os comentários do presidente norte-americano sobre possíveis avanços nas negociações.
No mercado europeu, o euro também seguiu a tendência de queda, sendo negociado a R$ 5,876, o que marca seu menor patamar desde junho de 2024. Esse movimento reforça o contexto de valorização dos ativos brasileiros em um ambiente econômico global instável.
A bolsa brasileira, representada pelo índice Ibovespa, subiu 0,34%, fechando em 198.001 pontos. Esse desempenho foi sustentado, principalmente, pelas ações de grandes empresas de commodities e pela entrada firme de investidores estrangeiros no mercado. No acumulado de julho, o Ibovespa já registrou um crescimento de 5,62% e, no ano, um total de 22,89%.
Adicionalmente, os índices de ações em Nova York, como o Dow Jones e o S&P 500, também fecharam em alta, refletindo expectativas de que as tensões geopolíticas não devem escalar em um futuro próximo. A combinação desse alívio internacional com a valorização das commodities e a confiança na economia brasileira sustenta o otimismo no mercado.
Apesar de um aumento significativo nos preços do petróleo, o desempenho positivo dos ativos brasileiros se mantém firme, consolidando a recuperação econômica do país em tempos de incertezas.
