Dólar Cai e Ibovespa Bate Novo Recorde em Dia de Alívio nos Mercados Após Recusa de Trump em Impor Tarifas Comerciais à Europa

Na manhã da última quinta-feira, o dólar apresentou uma leve queda, refletindo um alívio nos mercados financeiros globais após a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de não impor novas tarifas comerciais sobre países da Europa. Essa mudança de postura acontece em meio a discussões sobre a Groenlândia, que pertence à Dinamarca e é alvo dos interesses norte-americanos.

O movimento do mercado está diretamente ligado à expectativa em relação à economia americana. Os investidores aguardam a divulgação de dados econômicos cruciais, incluindo a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos para o terceiro trimestre do ano anterior. A primeira leitura, apresentada em dezembro passado, indicou um crescimento de 4,3%, superando as previsões que apontavam para um aumento de apenas 3,3%.

Às 10h05 da manhã, a moeda americana estava sendo negociada a R$ 5,314, apresentando uma queda de 0,12%. O dia foi marcado por uma volatilidade moderada, com o dólar alcançando um pico de R$ 5,324 e uma mínima de R$ 5,306. No dia anterior, a moeda já havia caído 1,13%, marcando o menor fechamento em mais de um mês. Em termos anuais, a moeda dos EUA acumula uma desvalorização de 3,11% em relação ao real.

No cenário da Bolsa de Valores brasileira, o índice Ibovespa registrou um desempenho positivo, subindo 0,78% e atingindo a marca histórica de 173,1 mil pontos, primeiro índice a superar essa cifra. Ontem, o Ibovespa havia fechado em uma alta de 3,33%, também configurando um novo recorde. Com esses resultados, a valorização anual da bolsa chega a 6,55%.

O recuo de Trump em relação às tarifas foi bem recebido no mercado, aliviando temores de uma nova guerra comercial. Durante uma conversa com Mark Rutte, secretário-geral da OTAN, Trump deixou claro que não irá mais impor tarifas, além de ter delineado um possível acordo envolvendo a Groenlândia. Essa correção de rota vem em um momento em que líderes europeus se reúnem para discutir a questão da soberania e apoio à Dinamarca e à Groenlândia, além de analisar o impacto sobre as relações comerciais entre os EUA e a União Europeia.

Por fim, a expectativa em relação ao PIB americano, que será revisado, permanece no centro das atenções. O crescimento econômico, além de ser um indicador fundamental para a política monetária do Federal Reserve, também influencia diretamente a taxa de juros, que já sofreu cortes recentemente. Essa situação econômica continua a ser um fator determinante para a estabilidade dos mercados e para a evolução das políticas comerciais entre os países.

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