Dois anos após invasão russa, Ucrânia enfrenta cenário de incertezas e perdas, com futuro ainda distante da paz e milhões de deslocados.

Após dois anos da invasão russa ao território ucraniano, completados neste sábado, a Ucrânia se encontra em um cenário de incertezas e perdas. As esperanças de uma contraofensiva eficaz foram frustradas, principalmente com a recente captura de Avdiivka, no leste, pela Rússia, representando o maior avanço de Moscou desde a conquista de Bakhmut, na mesma região, em maio passado.

Além dos desafios enfrentados no front de batalha, como o esgotamento do fluxo de ajuda militar dos aliados, em particular dos Estados Unidos, e a perspectiva de um fim do conflito ainda distante, o impacto da guerra na população civil é alarmante. Desde o início da ofensiva russa, mais de 10 mil pessoas perderam a vida na Ucrânia, com mais de 3,7 milhões de deslocados internos e mais de 6,5 milhões de refugiados, de acordo com dados recentes da ONU. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está investigando cerca de 23 mil casos de desaparecidos.

O país se tornou o mais fortemente minado do mundo, com aproximadamente 174 mil quilômetros quadrados de território contaminados por minas terrestres, correspondendo a cerca de 30% da área total. Segundo a ONU, mais de 14,6 milhões de pessoas na Ucrânia, cerca de 40% da população, precisarão de assistência humanitária em 2024.

Em meio a esse contexto, o porta-voz do CICV em Kiev, Achille Després, abordou a situação humanitária na guerra após dois anos da invasão russa e os principais desafios da instituição em relação ao conflito atualmente. As ações da Cruz Vermelha incluem a busca por pessoas desaparecidas, o apoio na educação e segurança das crianças em áreas afetadas, e a assistência direta a comunidades impactadas pela guerra.

É essencial destacar o papel crucial das organizações humanitárias e da comunidade internacional na prestação de ajuda humanitária e apoio às vítimas de conflitos como o que assola a Ucrânia. A reconstrução do país e o cuidado com a população afetada devem ser prioridades para garantir um futuro mais seguro e estável para todos os envolvidos.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo