O cineasta esteve no Brasil em julho de 2004, para apresentar seu documentário no Festival Internacional de Cinema de Brasília, onde também participou de sessões de debates no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Durante sua estadia no país, Spurlock foi entrevistado pela revista “Outracoisa”, onde compartilhou algumas impressões sobre a cultura alimentar brasileira, incluindo a sua apreciação por um bom cheeseburger em um pequeno restaurante de esquina.
O experimento registrado em “Super Size Me”, no qual o diretor se alimenta exclusivamente de produtos da rede de fast food McDonald’s por um mês, resultou em consequências severas para a sua saúde, como um aumento de 11kg, depressão e disfunção hepática. O filme arrecadou mais de US$ 22 milhões nas bilheterias, apesar de ter sido produzido com um orçamento modesto de apenas US$ 65 mil.
Após a divulgação do documentário, o McDonald’s optou por retirar a opção “Super Size” de seus combos, e a relação da empresa com Spurlock tornou-se bastante controversa. Críticas foram levantadas em relação à suposta falta de transparência do diretor quanto aos detalhes de sua dieta durante o experimento.
Mesmo com as críticas, a contribuição de Morgan Spurlock para a discussão sobre alimentação saudável e os perigos dos fast foods foi significativa, deixando um legado marcante no cinema documental. Sua passagem pelo Brasil foi marcada não apenas pela exibição do seu filme, mas também por reflexões sobre os hábitos alimentares da sociedade contemporânea. A morte precoce do cineasta representa uma perda para a indústria do entretenimento e para todos aqueles que se inspiraram e foram impactados por seu trabalho visionário.
