No comentário racista, Miguel comparou a professora a uma mãe de santo, de forma jocosa, insinuando uma relação pejorativa. Diante disso, Renísia rebateu afirmando que a fala do agressor se configurava como racismo, pois deslocava a discussão para a cor da sua pele, traços de fisionomia e cabelo. A docente esclareceu que, embora muitas vezes essas manifestações sejam vistas como elogios, naquele contexto específico representavam uma ofensa.
Em entrevista ao Metrópoles, Renísia explicou que enfrenta um imaginário racista enraizado não apenas no Brasil, mas em diversas partes do mundo. A professora destacou que a associação feita entre sua imagem de docente negra e uma mãe de santo revela a perpetuação de estereótipos e preconceitos enraizados na sociedade.
Além do episódio de racismo, Renísia também relatou outros tipos de ataques sofridos, como ameaças de violência física e invasões de eventos on-line com cenas de sexo explícito. A pós-doutora em Relações Internacionais e Diplomacia Econômica ressaltou a gravidade dessas situações, que vão além do âmbito do racismo.
A docente revelou ainda que, apesar de ter buscado ajuda em casos anteriores, enfrentou dificuldades para obter o devido suporte e acolhimento. O relato de Renísia evidencia a necessidade de uma maior conscientização e ação efetiva para combater o racismo e demais formas de discriminação presentes na sociedade.





