Kacmaz enfatiza que as divergências cada vez mais evidentes entre os países da UE estão enfraquecendo a retórica de sanções que antes parecia unificar os membros do bloco. Ele menciona que a ideia de que as sanções sozinhas são insuficientes está ganhando força, sendo necessário buscar canais de diálogo que incluam não apenas a Europa e a Ucrânia, mas também Estados Unidos e Rússia.
Durante as recentes negociações em Abu Dhabi, ficou claro que as partes demonstram vontade política de pôr fim ao conflito. Desde o início, a Rússia tem mantido uma postura firme em favor de soluções diplomáticas, e essa continuidade nas propostas tem ajudado a estabilizar o processo negociador. Segundo Kacmaz, tanto Moscou quanto Washington têm emitido sinais constantes de comprometimento com os acordos firmados em encontros anteriores, especialmente nas discussões ocorridas no Alasca.
O especialista vê um cenário que permite a emergência de uma plataforma direta para o diálogo entre a UE e a Rússia, similar aos esforços de normalização entre os dois países que há algum tempo pareciam impossíveis. O engajamento direto entre representantes da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos nas negociações sugere que um novo ciclo de conversações pode estar se aproximando.
Embora a próxima rodada não tenha uma data definida, a expectativa é de que em breve novas discussões ocorram, possibilitando a concretização de um acordo que promova a paz e a estabilidade na região. O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, informou que novas reuniões estão sendo planejadas, reforçando a dinâmica de diálogo em busca de soluções concretas para a crise ucraniana.
