Recentemente, a crise se intensificou após episódios significativos, como a tentativa de Vieira de indiciar ministros do STF durante a CPI do Crime Organizado e os vídeos produzidos por Zema, que parecem ter como alvo a corte. Ambos, pré-candidatos, buscam capitalizar politicamente em meio ao conflito com o STF. Mendes e seus apoiadores vêem na durabilidade das críticas a necessidade de uma resposta rápida e contundente, temendo que a falta de reação possa dar doravante maior espaço para o crescimento desses discursos negativos.
Entretanto, essa abordagem não é compartilhada por todos. Um grupo liderado pelo ministro Edson Fachin defende que o tribunal adote uma postura mais discreta e cautelosa. Esses ministros argumentam que a agressividade nas reações pode, na verdade, exacerbar a crise de imagem do STF e dar municiamento aos opositores. Fachin propõe um código de conduta para os membros do tribunal, visando evitar polêmicas desnecessárias com candidatos.
Dessa forma, as discussões refletem não apenas a tensão externa com os ataques, mas também uma disputa interna sobre o protagonismo institucional e a imagem do STF. Os ministros estão cientes de que reações muito exacerbadas podem reforçar narrativas de perseguição, ao mesmo tempo em que um comportamento excessivamente contido pode ser visto como fraqueza. A situação se torna ainda mais intricada quando se considera a continuidade de inquéritos como o das fake news, com Fachin defendendo um encerramento rápido e Mendes argumentando pela necessidade de manter o instrumento ativo diante dos recentes ataques.
Além disso, a postura do futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que tende a ser mais conservadora e intervencionista apenas em casos extremos, promete refletir essas divisões durante a campanha eleitoral. O cenário é, portanto, de um STF dividido, ponderando a melhor forma de equilibrar a resposta à crítica enquanto preserva sua integridade institucional.







