Enquanto o presidente Lula optou por desfrutar do desfile em um camarote, com orientações para evitar exposição excessiva à multidão e à mídia, Janja tomou a decisão de participar ativamente do desfile, integrando-se a um dos carros alegóricos. Essa escolha não foi bem recebida por todos. Assessores próximos ao presidente consideraram a atitude, em alguns momentos, como imprudente. Eles levantaram a questão sobre a necessidade de manter uma certa distância entre a política e as festividades de um evento tão popular.
As opiniões estão divididas. Para alguns, a participação de Janja nos desfiles poderia ser vista como uma forma inovadora de estreitar laços com a população, pois o Carnaval é um dos maiores símbolos culturais do Brasil e um espaço de interação entre líderes e cidadãos. No entanto, críticos dentro do próprio governo argumentam que essa mistura de política e festival pode trazer consequências indesejadas, criando a possibilidade de comprometer a imagem do governo e causar desconforto em um ambiente festivo.
A tensão interna sobre a interação da primeira-dama com os eventos carnavalescos revela uma preocupação com a percepção pública e a forma como as ações do casal presidencial podem ser interpretadas. À medida que o Carnaval avança, fica evidente que a linha entre celebração e política permanece, de fato, tênue, e essa situação poderá influenciar não apenas a percepção da primeira-dama, mas também a dinâmica do governo em um período essencial de sua gestão.
