Este relatório, que seria originalmente divulgado em 4 de setembro devido a uma operação padrão dos servidores do Tesouro Nacional, foi antecipado para esta sexta-feira. A mudança ocorreu devido a uma norma que determinava a publicação até o último dia útil do mês.
Apesar do aumento, a DPF continua dentro das projeções estabelecidas. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no início do ano, a previsão é que a dívida encerre 2024 em um intervalo entre R$ 7 trilhões e R$ 7,4 trilhões.
A composição da Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) também teve um aumento de 1% em julho, passando de R$ 6,754 trilhões para R$ 6,822 trilhões. Isso se deve principalmente às emissões de títulos corrigidos pela Taxa Selic e à apropriação de juros, que somaram R$ 57,12 bilhões.
O colchão da dívida pública, uma reserva financeira utilizada em períodos de instabilidade econômica, subiu pelo terceiro mês consecutivo, alcançando R$ 1,105 trilhão em julho. Esse montante representa uma cobertura de 8,2 meses dos vencimentos da dívida pública nos próximos 12 meses.
As instituições financeiras seguem sendo os principais detentores da DPF interna, com 30,7% de participação, seguidas pelos fundos de pensão (23,1%) e fundos de investimento (22%). No entanto, a participação de não residentes na dívida caiu para 10% em julho, refletindo as turbulências nos mercados financeiros globais.
O prazo médio da DPF também aumentou ligeiramente, passando de 4,02 para 4,03 anos, indicando maior confiança dos investidores na capacidade do governo de cumprir com seus compromissos financeiros. A composição da dívida inclui uma variedade de títulos, com destaque para aqueles corrigidos pela Taxa Selic e pela inflação, refletindo a busca dos investidores por segurança e retornos atrativos.
Assim, apesar do aumento da DPF em julho, o governo segue monitorando de perto a composição da dívida e a evolução de seus detentores, buscando manter a sustentabilidade da mesma e garantir a solidez das finanças públicas do país.
