Um dos momentos mais aguardados é a discussão em torno da obra “MC não é bandido”, organizada por Dani Monteiro. O livro traz relatos e reflexões de artistas e lideranças, propondo a valorização do hip hop e do funk como formas de resistência e produção cultural. O debate acontecerá na Casa Poéticas Negras e abordará temas contemporâneos relacionados à juventude negra e ao direito à cidade, especialmente em um contexto de criminalização das expressões culturais periféricas.
As religiões de matriz africana também têm destaque na programação. O escritor Rogério Athayde apresenta “Você viu Oxum?”, uma obra que explora as memórias e a espiritualidade do orixá das águas doces, unindo ancestralidade a questões do presente. Athayde participará de painéis importantes, como “Memórias ancestrais”, ao lado de figuras como Conceição Evaristo e Aza Njeri, promovendo um diálogo enriquecedor sobre cultura e identidade.
Outro lançamento significativo é “Escafandro”, da autora Janaína Portella. A narrativa veda uma íntima conexão com a memória, dor e a cura, trazendo à tona reflexões sobre pertencimento e ancestralidade, ressoando fortemente com a espiritualidade afro-indígena. Portella também estará presente em atividades na Casa da Favela.
A discussão sobre questões LGBTQIA+ será contemplada com o lançamento do livro “Fora do Armário”, de Nelson Luiz de Carvalho. A obra reúne relatos que exploram desafios e pertencimento, moldando um espaço de diálogo sobre diversidade sexual e experiências múltiplas. Carvalho estará presente na Casa Queer, um espaço dedicado a debates sobre literatura e diversidade.
Além das mesas de debate, a Oficinar também promoverá a ação “Leitura na Praça”, em parceria com a Estante Virtual, no Largo de Santa Rita. Serão cinco trocas de livros gratuitas durante o festival, reforçando o compromisso da editora com a democratização do acesso à literatura e à cultura.
Com uma programação robusta, a Oficinar reafirma seu papel como um ponto de encontro para diferentes vozes e narrativas, celebrando a diversidade em todas as suas formas e contribuindo para uma FLIP cada vez mais inclusiva e representativa.





