Em sua manifestação, Costa Neto minimizou a importância dos conflitos, sugerindo que, à medida que o PL se expande, também aumentam as divergências entre suas lideranças. “O PL cresceu demais, e eu entendo que as divergências também crescem. É natural isso. Temos muitos líderes no partido e, por maiores que sejam as divergências, o que nos une é muito maior”, declarou.
Embora não tenha mencionado Flávio Bolsonaro diretamente, o presidente do PL reiterou que esses embates internos não devem eclipsar a visão e os objetivos políticos da legenda. “As indignações internas não serão maiores do que a indignação coletiva de ver o que este governo tem feito com nosso país,” destacou. Ele se referiu a dados alarmantes, como a situação financeira de milhões de brasileiros e o aumento de grupos extremistas, qualificando tudo isso como “inadmissível”.
Valdemar também fez questão de defender Michelle, que, segundo ele, vive um período delicado ao lidar com as dificuldades enfrentadas por seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. “Michelle passa por um momento difícil, sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste país vem passando. Ela decidiu deixar a presidência nacional do PL Mulher para se dedicar ao nosso presidente, e temos que respeitar essa decisão”, afirmou.
A saída de Michelle da presidência do PL Mulher foi discutida durante uma reunião na sede nacional do partido, em Brasília, onde ela expressou seu cansaço em relação à política, manifestou a sensação de não ser ouvida nas decisões e aventou a possibilidade de colocar sua candidatura ao Senado à disposição. A conversa buscou amenizar a crise gerada após um vídeo em que a ex-primeira-dama acusou Flávio Bolsonaro de desrespeito, além de relatar ataques coordenados por outros membros da família nas redes sociais. Apesar do apelo de Valdemar para que ela comparecesse a uma reunião organizada por Flávio, Michelle optou por manter sua decisão de se afastar.





