Em resposta a este episódio familiar, a Casa Imperial do Brasil emitiu uma nota oficial na qual distanciou-se dos envolvidos no litígio. O comunicado enfatizou que os herdeiros do Palácio não representam as tradições e o ideal monárquico que a instituição defende. Ressaltou ainda que os descentes da Princesa Dona Isabel, que agora se encontram em conflito legal, foram excluídos da linha de sucessão dinástica há mais de um século, o que levanta questões sobre a legitimidade de suas demandas.
O príncipe Dom Pedro Tiago, segundo a nota, mantém pouco ou nenhum contato com o atual chefe da Casa Imperial, Dom Bertrand de Orleáns e Bragança, junto a seus irmãos e sobrinhos. A Casa Imperial destacou que este grupo familiar não é proprietário da Companhia Imobiliária, também informando que os direitos de laudêmio, pagamentos relativos ao uso da propriedade, são integralmente geridos pela empresa e não por seus membros.
Além dessa disputa, a Companhia Imobiliária se envolveu em outra ação judicial relacionada à Casa da Princesa Isabel. Nesta segunda situação, movida contra Maria Cristina Schmidt Peçanha de Orleães e Bragança, ex-mulher e filho de um associate da empresa, a companhia busca a reintegração de posse do segundo andar do imóvel, alegando que o espaço foi ocupado indevidamente após a separação do casal.
Esses conflitos revelam não apenas disputas de propriedade, mas também uma complexa teia de relações familiares que remete a um passado histórico marcado pela monarquia no Brasil. Com a República instituída em 1889, a narrativa moderna da antiga Família Imperial é marcada por tensões internas, que continuam a impactar sua imagem e legado no cenário contemporâneo.





