Disputa Bancária: Nubank Consolida Liderança Enquanto Bradesco Perde Participação na Principalidade Financeira dos Brasileiros em 2026

Em um cenário que lembra os intensos momentos da Copa do Mundo, a competição entre instituições financeiras no Brasil está se intensificando. O Nubank solidificou sua posição como o banco preferido pelos brasileiros, seguido de perto por outras grandes instituições, como Itaú e Caixa Econômica Federal. Esses dados emergem da segunda edição do “Ranking de Principalidade”, realizado pela Okiar, que revelou mudanças significativas na preferência dos usuários em relação a suas contas bancárias.

O estudo destaca um notável avanço dos bancos digitais na disputa pela preferência dos consumidores. Enquanto isso, o Bradesco enfrentou um declínio acentuado, com sua participação reduzida de 12% em 2025 para apenas 7,4% em 2026. Essa queda é emblemática de uma mudança comportamental entre os brasileiros, que, cada vez mais, estão optando por instituições que não apenas oferecem serviços, mas que também se adaptam melhor às suas necessidades modernas e dinâmicas.

O Nubank, em particular, viu sua participação como entidade bancária principal crescer de 21,7% para 24,4% no mesmo período. O Itaú e a Caixa apresentaram participações de 12,7% e 11%, respectivamente, mas a diferença entre as instituições tradicionais e os bancos digitais está diminuindo. Enquanto os bancos tradicionais detinham 58% de predominância em 2025, esse número caiu para 52% em 2026. Por outro lado, a fatia dos bancos digitais aumentou de 40% para 46%. Essa mudança reflete uma adoção crescente da tecnologia no setor bancário e uma mudança nos hábitos dos consumidores.

De acordo com especialistas do setor, a competição agora vai além da simples abertura de contas. Conquistar um espaço significativo na vida financeira das pessoas tornou-se o verdadeiro desafio. Rafael Delgado, diretor da Okiar, afirmou que a definição de um banco principal está mudando, com os consumidores priorizando não apenas o nome da instituição, mas também a experiência e os serviços oferecidos.

O levantamento ainda evidencia que a idade e a renda influenciam fortemente a escolha da instituição financeira principal. Os bancos digitais têm uma maior aceitação entre os jovens e aqueles com menor renda, enquanto os bancos tradicionais mantêm sua força entre a população de alta renda. Além disso, os bancos digitais lideram a preferência entre profissionais autônomos e empreendedores, que buscam alternativas mais flexíveis e alinhadas com suas múltiplas fontes de receita.

Por fim, o “Ranking de Principalidade Financeira” da Okiar foi construído a partir de uma amostra robusta, ouvindo mais de duas mil pessoas entre maio de 2026. A pesquisa apresenta um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 3 pontos percentuais, reafirmando a relevância das suas descobertas dentro do contexto econômico atual do país.

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