Disputa acirrada entre Ricardo Nunes e Guilherme Boulos marca segundo debate do 2º turno em São Paulo.

No debate entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Guilherme Boulos (PSol) no sábado (19/10), os candidatos travaram uma disputa acirrada de biografias, marcada por ataques pessoais e discussões sobre temas como o apagão da semana passada e a segurança pública em São Paulo.

Nunes aproveitou a oportunidade para atacar a “inexperiência” e o “extremismo” de Boulos, enquanto o candidato do PSol destacou as investigações sobre contratos feitos pela gestão do prefeito, como o caso da máfia das creches, desafiando Nunes a abrir seu sigilo bancário.

A troca de acusações sobre a história de vida de ambos os candidatos foi intensa. Nunes resgatou as prisões de Boulos em processos de reintegração de posse quando liderava o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Por sua vez, o psolista mencionou a detenção de Nunes em 1996, por ter disparado tiros para cima na porta de uma balada. O prefeito negou as acusações.

Além disso, Boulos questionou Nunes novamente sobre a abertura do sigilo bancário e apontou as investigações sobre a máfia das creches, alegando que a Polícia Federal apura um possível envolvimento do prefeito no esquema de desvio de verbas.

O debate também abordou questões como o apagão da cidade na semana anterior e uma batida de carro envolvendo Boulos em 2017, no qual teria supostamente dado um calote no outro condutor, sendo que o pai do candidato teria arcam com a conta.

Outro ponto de atrito foi a privatização da Sabesp, onde Nunes defendeu a desestatização da companhia de saneamento básico alegando que traria investimentos significativos para a cidade. Boulos, por sua vez, criticou a possibilidade da empresa seguir o caminho da Eletropaulo, privatizada em 1998, e se tornar um problema no futuro.

O embate entre Nunes e Boulos refletiu as diferenças de propostas e visões de cada candidato para a gestão da cidade de São Paulo, em um cenário político eleitoral cada vez mais acirrado. A disputa continua intensa, com desafios e acusações entre os concorrentes em busca da preferência do eleitorado paulistano.

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