O primeiro a registrar sua ata foi o União Progressista, às 16h38. Nesse documento, o partido indicou o PDT para a segunda suplência da candidatura de Marina JHC ao Senado. Menos de uma hora depois, o PSDB/Cidadania seguiu com uma proposta diferente, já nomeando o ex-governador Ronaldo Lessa para essa mesma posição. Em uma reviravolta, o Partido Liberal, que protocolou sua ata às 17h37, optou por um caminho mais flexível, afirmando que a segunda suplência poderia ser ocupada por “qualquer outro partido coligado”, deixando assim a porta aberta para novas indicações.
A divergência mais notável refere-se, portanto, à indicação para a segunda suplência de Marina JHC, refletindo tensões subjacentes na coligação que poderiam complicar a unidade necessária em um processo eleitoral. A ata do PL não apenas contradiz as afirmações do PDT e do PSDB/Cidadania, mas também ilustra a luta interna por poder e influência dentro da coalizão. A aliança, que se diz unida, apresenta-se assim fragmentada em suas propostas, revelando a complexidade das negociações que se desenrolaram nas últimas horas.
Um aspecto importante a ser destacado é a posição do PL em relação à indicação do candidato a vice-governador. Inicialmente, o partido reivindicava o direito de indicar seu representante, mas, em uma mudança significativa, a nova ata revogou essa condição, agora aceitando Célia Rocha, do PSDB/Cidadania, como vice de JHC. Essa alteração pode refletir uma busca por harmonia dentro da coligação, mas também aponta uma possível flexibilização das posições nos bastidores políticos.
A leitura das atas deixa claro que, embora as partes envolvidas na coligação pertençam ao mesmo grupo, as interpretações e compromissos feitos ao longo do caminho são muito diferentes. Assim, o que deveria ser uma mensagem de união e estratégia coesa torna-se uma narrativa onde cada partido busca assegurar suas próprias reivindicações. A finalização da chapa, marcada por disputas internas, demonstra que ainda há muitos desafios a serem superados para que a aliança se apresente de forma coesa nas eleições. A política, com seus meandros e interesses, continua a desenrolar-se à medida que as eleições se aproximam, exigindo habilidade e diplomacia de seus protagonistas.
