Nomeado em 2020 durante o governo de Jair Bolsonaro, Leão foi exonerado em janeiro de 2023 pela gestão de Lula, mas retornou ao cargo após pressão do Centrão. A licitação mantenida por ele, apesar do parecer contrário da Procuradoria Federal Especializada, resultou em contratos no valor de R$ 40,7 milhões para a Allpha Pavimentações, para serviços de engenharia e pavimentação asfáltica na Bahia.
O ex-coordenador do DNOCS, Lucas Lobão, é um dos investigados na operação Overclean e é apontado como parte de um grupo criminoso liderado por empresários corruptos. A Procuradoria Federal manifestou-se contra a continuidade da licitação, criticando a falta de detalhes e fundamentos na justificativa da contratação.
Mesmo diante das objeções da AGU, o DNOCS decidiu seguir adiante com a licitação, alegando necessidade de contratações frequentes e periódicas devido ao crescente volume de recursos. No entanto, uma auditoria da Controladoria-Geral da União constatou problemas na execução do contrato, resultando em prejuízo direto ao erário de cerca de R$ 8 milhões apenas nos contratos com a Allpha Pavimentações.
A Polícia Federal deflagrou a operação Overclean após as apurações da CGU, e Fernando Leão, diretor do DNOCS, não respondeu aos questionamentos enviados. A situação levanta sérias questões sobre a gestão e a transparência dos processos no órgão, trazendo à tona mais um escândalo de corrupção que envolve recursos públicos e agentes governamentais. A investigação continua e novos desdobramentos são esperados nas próximas semanas.






