Diretor do BC, Gabriel Galípolo, pode ter sabatina no Senado após possível aumento da Selic, em reunião do Copom.

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, está cotado para assumir a presidência do BC pelos próximos quatro anos. Sua indicação gerou expectativas dentro do mercado financeiro, especialmente após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que aumentou a taxa de juros básica do país, a Selic, durante a semana.

O encontro do Copom, realizado nos dias 17 e 18 de setembro, será crucial para a sabatina de Galípolo no Senado Federal. A divulgação da ata, que detalha as decisões tomadas, está prevista para o dia 24 de setembro. Uma possível elevação na taxa de juros pode se tornar um ponto de discussão durante a sabatina marcada para o dia 8 de outubro.

Enquanto a base governista defende a retomada do corte de juros, a oposição pode usar um aumento na Selic como argumento para questionar a indicação de Galípolo por parte do presidente Lula. Caso seja aprovado pelos senadores, Galípolo sucederá o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, cujo mandato se encerra no final de 2024.

A expectativa do mercado e dos economistas é de uma elevação significativa na taxa de juros. Atualmente em 10,50% ao ano, a Selic pode chegar a 11,25% até o final de 2024, de acordo com projeções divulgadas pela última edição do Relatório Focus. A instabilidade econômica e a necessidade de conter a inflação são os principais motivos que justificam a possível alta na Selic, mesmo com o impacto negativo previsto no curto prazo para o crescimento econômico.

Com uma agenda marcada de reuniões do Copom ao longo do ano de 2024, o cenário econômico do Brasil se mostra desafiador. A nomeação de Gabriel Galípolo para a presidência do BC pode ser um marco nas políticas monetárias do país, impactando diretamente na economia e no mercado financeiro.

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