Atualmente, o Brasil abriga cerca de 5,8 milhões de adolescentes nessa faixa etária. Entretanto, um levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicou que, até fevereiro de 2026, apenas 1,8 milhão, ou aproximadamente 31% desse total, havia realizado o cadastro eleitoral. Essa realidade revela que somente dois em cada dez adolescentes que podem votar estão registrados, um número que reforça a urgência de ações voltadas à conscientização e mobilização dessa juventude.
É importante ressaltar que o voto para essa faixa etária é facultativo. Gabriela Mora, especialista em Desenvolvimento e Participação de Adolescentes no Unicef, enfatizou a importância do título de eleitor como um passo inicial crucial para assegurar que as necessidades e opiniões dos jovens sejam levadas em consideração nas próximas eleições. Ela destaca que os próprios adolescentes são os mais indicados para mobilizar seus pares sobre a relevância de participar desse exercício democrático.
A campanha do Unicef será amplamente divulgada nas redes sociais e outros meios de comunicação em colaboração com o TSE durante o mês de abril. Além disso, uma gincana digital será promovida, premiando grupos de adolescentes que conseguirem incentivar mais jovens a se alistarem como eleitores. Esta gincana envolverá os Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs), presentes em mais de 2.300 municípios, fortalece a estratégia ao engajar os jovens em sua comunidade.
Dados do TSE também revelam que, entre os estados com mais adolescentes aptos para votar, Rondônia, Tocantins e Piauí lideram as porcentagens, com 40,4%, 39,2% e 36,7% respectivamente. Em contraste, o Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro apresentam os menores índices.
Vale lembrar que o prazo para alistamento ou regularização do título de eleitor se encerra em 6 de maio. A legislação determina que o alistamento e o voto são obrigatórios para cidadãos a partir dos 18 anos, enquanto são facultativos para adolescentes, pessoas analfabetas e cidadãos acima de 70 anos. Estrangeiros e aqueles em serviço militar obrigatório não têm direito ao alistamento. A mobilização da juventude é, portanto, essencial para garantir uma democracia mais inclusiva e representativa.
