A procuradora federal Daniela Carvalho ressaltou a importância do diálogo sobre o tema, especialmente dentro das instituições públicas. Segundo ela, o assédio, seja na sua forma moral, sexual, eleitoral ou vertical, causa danos profundos não apenas às vítimas, mas também à coletividade. “O assédio não interfere apenas na vida do indivíduo, mas no bem-estar da sociedade como um todo”, afirmou Carvalho, enfatizando a necessidade de ações concretas para mitigar essa problemática.
O desembargador Wagner Cinelli, presidente do Comitê de Promoção da Igualdade de Gênero e de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios, concorda que o desafio é complexo e requer atenção constante. Ele observou que muitos assediadores não têm consciência de suas ações, o que complica ainda mais a luta contra essa questão.
A promotora de Justiça Isabela Jourdan complementou a discussão, afirmando que o assédio muitas vezes se manifesta antes mesmo do ato físico, por meio de desqualificação, objetificação e invisibilidade das vítimas. “Combater o assédio não é opcional, é uma obrigação. Temos legislações que apoiam essa luta e iniciativas que promovem a educação e formação, além de canais de acolhimento para as vítimas”, destacou.
Neste contexto, as leis brasileiras estabelecem um Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e demais crimes contra a dignidade sexual, abrangendo todas as esferas da administração pública. O compromisso do TJRJ em abordar e tratar esse tema, durante esta semana e além, é um passo significativo em direção a uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos possam se sentir respeitados e seguros.







