A placa com a minibiografia de Maria Conga, instalada no Píer da Piedade em novembro de 2021, foi reposta após ter sido arrancada. Este foi o segundo episódio de vandalismo contra a representação da líder negra. Em 2023, o busto havia sido alvo de pichações com símbolos nazistas, causando indignação na comunidade.
O reparo realizado pela prefeitura de Magé foi considerado um ato contra a intolerância. O secretário de Cultura, Turismo e Eventos, Bruno Lourenço, destacou a importância de Maria Conga na luta do povo negro, ressaltando sua resistência e acolhimento aos escravizados. Ele enfatizou a necessidade de manter viva a história e as origens da comunidade.
Maria Conga, nascida no Congo em 1972, foi uma figura histórica que lutou pela libertação dos escravizados no Brasil. A líder quilombola fundou o quilombo Maria Conga em Magé, onde oferecia abrigo a negros fugitivos da escravidão. Sua trajetória de resistência e luta pela liberdade inspirou homenagens, inclusive em enredos de escolas de samba do Rio de Janeiro.
O busto de Maria Conga, criado pela artista Cristina Febrone, está localizado em um ponto simbólico, o Píer da Piedade, que representava a chegada de africanos aprisionados durante a escravidão. A comunidade quilombola de Magé mantém vivo o legado da líder negra, continuando a luta pela igualdade e justiça para todos.
