De acordo com as informações do Ministério Público do Rio, os agentes, pertencentes ao 41º Batalhão da Polícia Militar em Irajá, realizaram uma série de disparos, somando mais de 20 tiros de fuzil, em direção à picape onde se encontrava a vítima, ao lado de mais três pessoas. Daniel foi atingido na cabeça e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local. Os outros ocupantes do veículo, felizmente, não sofreram danos.
A denúncia detalha que o crime foi motivado por razões torpes e que os policiais utilizaram recursos para dificultar a defesa da vítima. As investigações indicam que os agentes monitoraram as atividades de Daniel na região por mais de uma hora, recebendo informações em tempo real via um informante, antes de decidirem pela abordagem do veículo.
Os dados levantados durante a apuração revelam que não houve um bloqueio ou uma “blitz” para verificar a documentação do empresário. No momento em que o carro foi avistado, um dos policiais, armados com fuzis, abriu fogo contra o veículo, disparando mais de 20 vezes. Posteriormente, os militares tentaram justificar a ação, alegando que haviam dado uma ordem de parada ao motorista, que não teria atendido. Essa versão foi rapidamente contestada pela Corregedoria da corporação, que analisou os áudios das câmeras corporais dos envolvidos, desmentindo a defesa apresentada.
Após o desenrolar dos fatos, os policiais foram detidos e a denúncia formal foi aceita pelo 1º Tribunal do Júri da Capital, dando início a um processo que promete expor a gravidade da situação e os desdobramentos legais que envolvem a atuação da corporação policial em casos de violência. A expectativa é que o caso ganhe ainda mais destaque nas discussões sobre segurança pública e responsabilidade policial na região.
