As operações estão sendo realizadas em locais como a capital, além de municípios da Baixada Fluminense, incluindo São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias e São João de Meriti. O foco é desencadear um combate rigoroso a crimes como roubo de veículos e cargas, além de cumprir mandados de prisão, apreender armas e drogas, recuperar bens roubados e eliminar barricadas erguidas por traficantes que dificultam o acesso às comunidades.
Entre os eventos mais significativos da operação, na Cidade de Deus, uma troca de tiros resultou em dois homens baleados. A polícia apreendeu uma pistola, uma granada, um radiotransmissor e drogas. Ambos os feridos foram levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge para receber atendimento médico. Em Quitungo, uma prisão destacou a captura de um homem suspeito de estar envolvido na morte de um sargento da PM no ano passado; com ele, foi apreendido um poderoso fuzil AR-10.
A violência entre facções tem causado apreensão entre os moradores de diversos locais, como no Morro do Andaraí, onde a disputa territorial gera um clima de temor. Dados de uma organização não governamental indicam que, em julho, a Região Metropolitana do Rio registrou um aumento alarmante de tiroteios, totalizando 34 incidentes motivados por conflitos entre facções, um número que representa o maior registro do ano.
Além disso, no Complexo do Chapadão, ações para desmantelar barricadas foram realizadas, já que essa área é um ponto estratégico para quadrilhas dedicadas ao roubo de cargas. Em Vila Vintém, na Zona Oeste, duas prisões foram realizadas, enquanto um fuzil foi apreendido em outras comunidades de Niterói.
A operação ganha um peso ainda maior após o recente ferimento de uma fonoaudióloga dentro de um ônibus durante um confronto entre policiais e criminosos. Este incidente marca um trágico ponto de inflexão, com a vítima se tornando a milésima pessoa atingida por tiros no Grande Rio neste ano. Relatórios indicam que, até agosto, 537 pessoas perderam a vida e 463 ficaram feridas devido a disparos de armas de fogo na região. A média é preocupante, com cerca de 30 feridos por semana e um impacto alarmante nas comunidades, revelando que a violência armada se espalha muito além dos locais de confronto direto.
