De acordo com informações preliminares, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado informou que os trabalhadores foram confundidos com criminosos. Eles estavam transportando ferramentas de trabalho e marmitas, e a própria corporação reconheceu que uma régua de pedreiro foi equivocadamente interpretada como uma arma. Este erro trágico levanta sérias preocupações sobre os procedimentos e protocolos de abordagem da polícia nas comunidades.
A deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, manifestou sua indignação. Ela ressaltou a necessidade de uma investigação rigorosa, incluindo perícias técnicas e a divulgação das imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos. “É inadmissível que trabalhadores sejam mortos pelo Estado enquanto saem para garantir o sustento de suas famílias”, afirmou Monteiro.
A Polícia Militar emitiu uma nota lamentando as mortes e enfatizando que está comprometida em esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o ocorrido. A corporação afirmou estar colaborando de forma integral com as investigações, que agora estão sob a responsabilidade da Polícia Civil, especificamente da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
Neste contexto, as armas dos policiais envolvidos foram apreendidas para a realização de confronto balístico, e já começou a coleta de depoimentos de testemunhas na delegacia. No local do incidente, perícias foram realizadas e os corpos das vítimas foram enviados ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames adicionais.
Após a tragédia, familiares das vítimas e moradores da região protestaram bloqueando um trecho da BR-101 em um ato de indignação. No entanto, a manifestação foi dispersada pela Polícia Militar com o uso de spray de pimenta e balas de borracha, o que traz à tona a questão da repressão policial em situações de protesto em momentos de dor e luto. Esse episódio ressalta as tensões existentes entre a polícia e as comunidades que supostamente deveriam ser protegidas. As investigações continuam e a sociedade aguarda respostas sobre este fatídico erro que resultou na perda de vidas inocentes.





