A manifestação acentuou a crescente violência enfrentada por esses povos, que, segundo a Apib, são constantemente alvo de ataques e exploração ilegal. Os indígenas clamaram por proteção e pela cessação de atividades nocivas, como garimpo ilegal e desmatamento, que ameaçam tanto suas terras quanto sua segurança. “Demarcar é reparar”, afirmaram, ressaltando que o respeito aos seus direitos territoriais é essencial para a soberania e a democracia no país.
Além da Apib, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) também se manifestou, solicitando a proteção das terras indígenas, vitais para a preservação do equilíbrio ambiental da região amazônica. Os representantes da Coiab alertaram para o impacto devastador do avanço do garimpo, do desmatamento e de grandes empreendimentos que acabam invadindo áreas que deveriam ser protegidas, destacando que essa situação não é um evento isolado, mas parte de um projeto de exploração contínuo.
A Anistia Internacional, ao se juntar às vozes em defesa dos direitos indígenas, pediu que a demarcação de terras seja tratada com urgência. “Quando os direitos dos povos indígenas são violados, não se perde apenas o passado, mas também a possibilidade de um futuro”, alertou a organização. Em seu discurso, foi ressaltado que os povos indígenas desempenham um papel crucial na proteção da biodiversidade do planeta, defendendo cerca de 80% dela.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também reforçou a importância do reconhecimento e valorização das populações indígenas, enfatizando que esforços têm sido feitos na demarcação e proteção de suas terras. Esta gestão indígena é vista como um passo vital para garantir direitos, autonomia e a gestão responsável das terras ancestrais dos povos originários. O chamado à ação e a luta por justiça e reconhecimento continuam a ressoar neste dia significativo, refletindo a voz e os desejos das comunidades indígenas em todo o Brasil.
