Nascido em 1959, Bispo era natural do Vale do Rio Berlengas, no Piauí, e era considerado um dos mais importantes intelectuais quilombolas do país. Apesar de formalmente ter completado apenas o ensino fundamental, ele foi bastante reconhecido por seus trabalhos, que incluem dois livros publicados e diversos artigos e poemas.
Além de sua atuação intelectual, Bispo também teve papel ativo na Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí (CECOQ/PI) e na Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).
As manifestações de pesar pela morte de Nêgo Bispo não ficaram restritas à comunidade quilombola. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e autoridades federais também lamentaram a perda e destacaram a importância do legado deixado por Bispo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, foram alguns dos que se manifestaram sobre a importância de Bispo para a cultura e identidade do povo negro brasileiro.
De acordo com a Conaq, Bispo foi apontado como “uma voz singular e significativa no âmbito da literatura e do pensamento quilombola”. Sua contribuição inestimável para a compreensão e preservação da cultura e identidade quilombola será lembrada e reverenciada por gerações.
A morte de Antônio Bispo dos Santos representa uma perda inestimável para a comunidade quilombola e para todos aqueles que reconheciam em seu pensamento e em sua luta uma fonte de inspiração e resistência. Que seu legado continue a inspirar e iluminar o caminho daqueles que seguem a luta pela valorização e reconhecimento das comunidades quilombolas.
