Evaristo observou que vivemos um momento crítico na história global, onde os acordos estabelecidos em torno dos direitos humanos estão sendo, de forma metafórica, ‘rifados’ por aqueles que mantêm a hegemonia em suas nações. A ministra expressou indignação ao afirmar que o respeito à soberania e à autodeterminação dos povos está sendo ignorado em favor da lei do mais forte, o que coloca em risco os avanços conquistados ao longo dos anos.
O evento ocorreu na Casa do Povo, um importante centro cultural do Bairro do Bom Retiro, em São Paulo, inaugurado pela comunidade judaica em memória às vítimas do nazismo e que também foi um local de resistência durante a ditadura militar. Durante uma visita à região, Evaristo aproveitou para se reunir com instituições judaicas, como o Memorial do Holocausto e a instituição beneficente Ten Yad, além de realizar um passeio por áreas que enfrentam graves violações de direitos humanos.
Benjamin Seroussi, diretor da Casa do Povo, ressaltou as diversas formas de violência que o território sofreu, citando despejos de comunidades vulneráveis e ataques a pessoas em situação de rua. Ele destacou que a história da comunidade judaica está profundamente conectada com as lutas atuais por justiça social e dignidade, enfatizando que o combate ao antissemitismo deve ser acompanhado de uma análise mais ampla das opressões que afetam muitos em sua localidade.
Com essas declarações, a ministra Macaé Evaristo lança um alerta sobre a vulnerabilidade dos direitos humanos e a necessidade de um retorno ao respeito e à promoção de valores que garantam dignidade a todos os cidadãos, independentemente de sua origem ou condição.






