Tiago Santana, secretário de Combate ao Racismo do ministério, enfatizou que é inviável continuar com fantasias que desvalorizem a cultura negra, religiões afro-brasileiras e a representação de mulheres negras. “Esse tipo de carnaval não é o que o brasileiro deseja”, declarou, ressaltando que a campanha visa confrontar agressões diretas e reforçar a beleza e a importância da estética negra, como os cabelos, sem torná-los objeto de piadas.
Com planos de expansão, a campanha “Sem racismo o carnaval brilha mais”, já prevista para 2026, será veiculada em bailes, blocos, desfiles de escolas de samba, além de outras festividades em locais como a Bahia e os 30 municípios participantes do Programa Juventude Negra Viva. Um material educativo será divulgado entre os dias 17 e o final das festividades para incentivar vítimas de discriminação a registrarem denúncias, utilizando canais como o Disque 100 e a Ouvidoria do próprio Ministério.
Santana destacou que a política pública de combate ao racismo é direcionada pela necessidade de promover ações que não apenas desencorajam comportamentos discriminatórios, mas também assegurem que, quando os atos de racismo ocorrerem, haja consequências efetivas. A campanha deste ano tem um enfoque especial em parceria com a Liga RJ, que organiza os desfiles da Série Ouro, prometendo a distribuição do material educativo durante as apresentações.
A ministra Anielle Franco, em nota, sublinhou que o carnaval deve ser um espaço de diversão e respeito, e que a campanha visa honrar a contribuição de pessoas negras para essa manifestação cultural. “O carnaval é cultura, arte, resistência e resiliência”, declarou, enfatizando que a proposta deste ano busca ampliar a presença e reconhecimento da cultura negra em todo o país.
Com um esforço conjunto, o Ministério espera que outras instituições se unam à causa, permitindo que a mensagem contra o racismo chegue a um número cada vez maior de pessoas durante as festividades de carnaval.







