Em uma entrevista emocionante no programa “Viva Maria”, da Rádio Nacional, a jornalista Amélia Teles, conhecida como Amelinha, compartilhou suas experiências de perseguição e prisão durante a ditadura militar. Ela ressaltou a importância do reconhecimento do filme no Globo de Ouro, especialmente por trazer à tona a realidade vivida por muitas famílias brasileiras naquela época turbulenta.
O longa-metragem conta a história da família Paiva, que enfrentou o desaparecimento e assassinato de Rubens Paiva durante o período de endurecimento da ditadura. A narrativa, sob a perspectiva da esposa Eunice Paiva, interpretada brilhantemente por Fernanda Torres, emocionou o público e trouxe à tona a brutalidade e a injustiça daqueles anos sombrios.
Amelinha enfatizou a importância de resgatar a memória e a verdade sobre o período da ditadura militar no Brasil. O filme serve como um lembrete poderoso de que a luta pela justiça e pela democracia ainda continua, e que é fundamental que a sociedade mantenha viva a memória daqueles que lutaram e sofreram durante aqueles anos.
A Comissão Nacional da Verdade reconheceu centenas de mortes e desaparecimentos durante o regime militar, e a Comissão Camponesa da Verdade também destacou o impacto devastador que a ditadura teve sobre os povos do campo. O filme “Ainda Estou Aqui” representa uma homenagem a todas as vítimas da opressão e uma lembrança de que a luta por memória, verdade e justiça deve persistir.
Em meio às celebrações pela democracia e pela resistência, a premiação do filme no Globo de Ouro reforça a importância de manter viva a memória de um período sombrio da história do Brasil. A mensagem de esperança e de perseverança transmitida pelo longa serve como um lembrete de que a luta por liberdade e justiça é contínua e necessária. Viva a democracia, e que a memória daqueles que lutaram e sofreram nunca seja esquecida.
