A marcha, em sua 3ª edição, está agendada para as 14h, e o Encontro, na 19ª edição, terá início às 20h. O objetivo é fazer de Porto Alegre uma referência nacional e internacional para sacerdotes e praticantes da Quimbanda no Brasil, Uruguai e Argentina.
O evento surgiu como uma forma de combater o preconceito em um estado com grande número de adeptos das religiões de matriz africana, mas também marcado por casos de intolerância religiosa. O próprio Pai Ricardo de Oxum destacou a evolução do encontro ao longo dos anos, tornando-se conhecido internacionalmente.
Segundo o babalorixá, a resistência contra as práticas religiosas de matriz africana é forte em países como Argentina, Uruguai e Chile, sendo estes últimos dois destinos onde o encontro já foi realizado. No entanto, a luta contra o preconceito é constante.
No Rio Grande do Sul, as expressões religiosas como umbanda, candomblé, e batuque têm grande importância cultural, com a Quimbanda ocupando um lugar especial entre as correntes religiosas de matriz africana. A marcha é um manifesto público que busca desmistificar e combater os estereótipos negativos relacionados às entidades Exu e Pomba-Gira.
Eventos como esse se tornam ainda mais urgentes ao analisar os números de intolerância religiosa no Brasil, onde as religiões de matriz africana são alvos frequentes de preconceito e discriminação. A realização da marcha e do encontro representa uma forma de resistência e celebração da diversidade religiosa no país.
A cada ano, mais pessoas se unem nessa luta contra a intolerância religiosa, demonstrando que a liberdade de crença e expressão deve ser garantida a todos os cidadãos. A cidade de Porto Alegre se destaca como um exemplo de respeito e acolhimento às diferentes manifestações religiosas, promovendo a paz e a inclusão em todas as suas formas.




