A notícia da chegada do manto foi amplamente divulgada nesta quinta-feira (11), gerando grande entusiasmo entre os pesquisadores e amantes da cultura indígena. A expectativa é de que a indumentária seja exposta ao público já neste mês, após passar por cuidados específicos para sua conservação e preservação.
De acordo com informações divulgadas, a peça é considerada extremamente importante para os indígenas, pois possui o poder de conectar as comunidades com seus ancestrais e práticas culturais tradicionais. Feito com penas de guará vermelho sobre uma base de fibra natural, o manto tem um metro e oitenta centímetros de altura e se assemelha a uma rede de pesca.
A doação do manto pelo Museu Nacional dinamarquês para integrar a nova coleção do Museu Nacional no Rio de Janeiro é vista como um importante passo na reabertura parcial do prédio histórico, que foi quase completamente destruído por um incêndio em 2018. Além disso, a iniciativa faz parte de um esforço maior para restituir artefatos indígenas que se encontram em museus do exterior, como parte do Grupo de Trabalho instituído pela ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, em 2023.
A devolução do manto Tupinambá é resultado de uma colaboração entre a Embaixada do Brasil na Dinamarca, o Museu Nacional e a comunidade Tupinambá da Serra do Padeiro, na Bahia. Ainda existem registros de outros mantos Tupinambás na Europa, produzidos nos séculos 16 e 17 e levados para o continente durante o período da colonização. Este retorno marca um momento de resgate e reconexão com a história e cultura indígena do Brasil, proporcionando um olhar mais profundo sobre as práticas e tradições de nossos povos originários.





