De acordo com Artur Romeu, diretor do escritório da RSF para a América Latina, em entrevista à Agência Brasil, muitos profissionais de imprensa estão sendo vistos como potenciais reféns por grupos ou países em conflito, o que tem aumentado a violência contra esses profissionais. A Palestina foi um dos locais mais letais para jornalistas em 2024, com 16 profissionais mortos devido ao conflito entre Israel e o Hamas.
Além da Palestina, outros países também registraram mortes de jornalistas, como Paquistão, Bangladesh, México, Sudão, Birmânia, Colômbia, Líbano, Ucrânia, Chade, Indonésia, Iraque e Rússia. A situação dos jornalistas em zonas de conflito vai além dos assassinatos, com muitos profissionais presos ou sequestrados.
Em relação à China, foi apontado que é o país com mais jornalistas presos, seguido pela Birmânia e Israel. A situação dos jornalistas também é preocupante nas redes sociais, onde inúmeras postagens ofensivas foram direcionadas a profissionais da imprensa durante o período eleitoral. A RSF defende a regulamentação das plataformas de redes sociais para garantir maior responsabilização das empresas em relação ao conteúdo veiculado.
Além disso, a organização expressa preocupação com a volta de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos e com a situação na Síria após a queda de Bashar al-Assad. Segundo Artur Romeu, a beligerância de Trump contra a imprensa faz parte de uma estratégia política que vem se repetindo em diversas partes do mundo. A RSF alerta para o aumento da instabilidade no Oriente Médio, o que pode resultar em mais jornalistas mortos e em um cenário mais complexo para a cobertura jornalística.





