Durante a cerimônia realizada no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Macaé enfatizou a importância da materialização dos direitos humanos na vida cotidiana das pessoas. Ela ressaltou a filosofia africana do “ubuntu”, que preza pela humanidade para todos e pela plenitude individual na coletividade. Macaé compartilhou um pouco de sua história pessoal, como mulher preta do interior de Minas Gerais, criada apenas pela mãe e que teve a oportunidade de estudar.
A ministra também abordou o desafio de desconstruir a visão de que os direitos humanos são defendidos apenas por indivíduos ligados a criminalidade, destacando a importância de entender a tensão entre a afirmação e a negação desses direitos. Ela enfatizou a necessidade de diálogo e disputa sobre o verdadeiro significado dos direitos humanos, em um cenário global marcado pela segregação social, racial e ambiental.
Além disso, Macaé destacou que o Ministério dos Direitos Humanos é dedicado a cuidar especialmente das pessoas mais vulneráveis da sociedade e promover a convivência da diversidade. A ministra já está à frente das funções da pasta e possui como prioridade o combate a todas as formas de violência e preconceito, assim como a articulação de políticas públicas em prol dos direitos humanos. Durante a cerimônia, a escritora Conceição Evaristo, prima de Macaé, leu alguns de seus poemas.
Com uma vasta trajetória na educação, na luta antirracista e na defesa dos direitos humanos, Macaé Evaristo traz consigo uma bagagem que promete contribuir de forma significativa no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Sua nomeação pelo presidente Lula representa um marco na promoção dos direitos fundamentais e no fortalecimento da diversidade e convivência social no Brasil.





