Durante uma entrevista, Lula fez referência ao histórico de leis que, embora exista, frequentemente não são aplicadas de maneira eficaz. Ele lembrou que a criação da Lei Maria da Penha, embora tenha sido um marco, tragicamente coincidiu com um aumento da violência contra as mulheres. Esse contexto levou à decisão de integrar os Três Poderes na luta conjunta contra o feminicídio, destacando a necessidade de assumir responsabilidade coletiva.
O presidente salientou a criação de uma comissão composta por representantes dos diferentes poderes, cujo objetivo será elaborar propostas que garantam a efetividade das leis aprovadas. Ele exemplificou essa necessidade ao conversar sobre o funcionamento das Delegacias da Mulher, sublinhando que muitas delas encerram suas atividades durante os finais de semana, quando poderiam ser mais úteis.
Lula também fez um apelo claro à sociedade brasileira, enfatizando que a luta contra a violência de gênero não deve ser encarada apenas como uma questão legislativa, mas como uma responsabilidade coletiva. Para ele, é crucial que os homens participem ativamente dessa conversa, sugerindo que a questão seja abordada em contextos diversos, seja em assembleias sindicais ou durante cultos religiosos, com o intuito de conscientizar e mobilizar a população.
Além disso, o presidente defendeu que a educação deve ter um papel central nessa transformação cultural. Ele afirmou que desde a creche até a universidade, as crianças devem aprender sobre igualdade de gênero, quebrando estereótipos de superioridade.
O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio propõe uma abordagem coordenada entre os Três Poderes, visando à prevenção eficaz da violência contra meninas e mulheres. Também foi lançada uma campanha sob a égide do conceito “Todos Juntos por Todas”, incentivando a sociedade a se engajar ativamente no enfrentamento dessa questão estrutural que aflige o país. A adesão à iniciativa reflete um movimento em direção a uma cultura mais consciente e respeitosa em relação aos direitos das mulheres, reconhecendo a urgência da situação e a necessidade de uma ação conjunta e persistente.






