O ministro determinou que o prazo para o trabalho pericial começará a contar somente após a PF receber todas as imagens em mídias físicas, como foi solicitado pela corporação. Anteriormente, em 15 de fevereiro, a Polícia Federal havia pedido a Moraes que a Polícia Militar do Rio de Janeiro enviasse as gravações no formato original, pois os peritos estavam enfrentando dificuldades para abrir os arquivos digitais que haviam sido enviados. Essa preocupação com a integridade das gravações é central para a investigação, uma vez que os dados são fundamentais para apurar os eventos que ocorreram durante a operação.
Para facilitar e acelerar o processo de análise, a PF também solicitou que certos trechos das gravações, que são relevantes para a investigação, fossem indicados de maneira objetiva. Moraes atendeu a esse pedido, determinando que o governo do estado e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro identifiquem, em um prazo de dez dias, os segmentos específicos nas 4.500 horas de gravação da PMERJ que contêm eventos relevantes para a apuração dos fatos.
Além disso, o ministro também autorizou o acesso do Ministério Público aos laudos necroscópicos dos mortos durante a operação, o que pode fornecer informações cruciais sobre as circunstâncias dessas mortes. Essa decisão faz parte do processo conhecido como ADPF das Favelas, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, que já estabeleceu diversas medidas destinadas a reduzir a letalidade em operações nas comunidades do Rio de Janeiro.
A complexidade da situação e os desdobramentos desse caso continuam a gerar atenção, evidenciando as tensões entre a segurança pública e os direitos humanos nas operações policiais no Brasil. A busca por transparência e justiça neste contexto é fundamental para a promoção de um ambiente mais seguro e democrático.
