Esses desaparecidos incluem civis e militares de ambos os lados do conflito. O porta-voz do CICV na Ucrânia, Patrick Griffiths, destacou que esse número representa pessoas que procuram desesperadamente por seus entes queridos, sem saber onde estão. O CICV tem trabalhado para encontrar respostas às famílias, mas nem sempre são as respostas esperadas, pois muitas vezes os desaparecidos são confirmados como prisioneiros de guerra ou até mesmo vítimas fatais.
O número de desaparecidos tem crescido desde o início do conflito, em 2022, mas o CICV conseguiu descobrir o paradeiro de pelo menos 12.500 pessoas nesse período. Mesmo após o fim do conflito, pode levar anos para saber o que aconteceu com todos os desaparecidos.
O conflito entre Rússia e Ucrânia parece longe de acabar, com relatos diários de bombardeios e mortes. Em Kiev, o porta-voz do CICV relatou ter ouvido uma série de explosões em pleno sábado de manhã, demonstrando a intensidade do conflito. A organização tem testemunhado a tragédia de civis sendo vítimas do conflito, com casas destruídas, crianças feridas e famílias devastadas.
O CICV também tem atuado no acompanhamento da situação dos prisioneiros de guerra, mas enfrenta desafios de acesso às instalações onde eles estão detidos. A organização busca melhorar seu acesso humanitário e continuar defendendo os direitos desses prisioneiros, independente do lado em que estejam detidos.




