Durante uma transmissão ao vivo na noite de quarta-feira (5) sobre o balanço do carnaval na Bahia, o governador afirmou que é fundamental investigar se houve algum excesso por parte da polícia. Ele ressaltou que a operação policial ocorreu em resposta a relatos de invasão por um grupo armado de uma organização criminosa na região de Fazenda Coutos.
Após a trágica operação, o Ministério Público (MP) da Bahia iniciou um procedimento para investigar a atuação da Polícia Militar, com os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) encarregados do caso.
O procurador Geral de Justiça e chefe do MP da Bahia, Pedro Maia, ressaltou a importância da transparência na investigação, acompanhando de perto todos os passos da apuração em conjunto com as autoridades policiais e forças de segurança.
A organização não governamental Instituto Fogo Cruzado alertou para a violência policial na Bahia, defendendo a necessidade de repensar a política de segurança pública no estado. Dados compilados pelo Instituto mostram que a operação em Fazenda Coutos foi a 100ª chacina na região desde julho de 2022, com 67% delas envolvendo policiais e resultando em 261 mortes.
Diante desses eventos, a coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, Tailane Muniz, enfatizou a importância de uma política de segurança eficiente que priorize a proteção dos cidadãos. A população local se viu enfrentando um intenso tiroteio por mais de sete horas, levantando questionamentos sobre os resultados e a necessidade de mudanças para evitar novas tragédias.






