A família de Mãe Bernadete rejeita veementemente a conexão do assassinato com o tráfico de drogas, apesar de a investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado da Bahia apontarem para essa direção. O Ministério Público ofereceu denúncia contra cinco suspeitos, sendo que quatro deles têm ligação com uma facção criminosa vinculada ao tráfico de drogas.
Contudo, Jurandir Pacífico e sua família afirmam que a comunidade de Pitanga dos Palmares não aceita essa hipótese e contrataram peritos particulares para analisar as investigações. Segundo a polícia, a principal motivação do assassinato teria sido a retaliação de um grupo responsável pelo tráfico de drogas na região, mas a família questiona essa versão. Eles também alegam que diversos procedimentos que tramitam na Polícia Federal e no Ministério Público Federal precisam ser analisados para se ter uma posição conclusiva sobre o caso.
O advogado da família, Hédio Silva Júnior, também comentou sobre as questões levantadas pela defesa, destacando que há discrepâncias que chamam a atenção nos procedimentos relacionados ao caso. A Agência Brasil, que acompanhou o desenrolar do caso, buscou respostas da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado, mas até a publicação da matéria não obteve resposta das autoridades.
Dessa forma, o caso de Mãe Bernadete continua a suscitar questionamentos e a representar um desafio para as autoridades e a comunidade de Simões Filho. A busca por justiça e esclarecimento sobre os responsáveis pelo assassinato da líder religiosa e sua relação com o tráfico de drogas é um tema que certamente continuará a ser acompanhado de perto pela sociedade e pela imprensa.
