DIREITOS HUMANOS – Feminicídio em Tremembé: mulher de 26 anos é morta pelo ex-companheiro em assalto brutal na zona norte de São Paulo. Polícia investiga o caso.

A Polícia Civil de São Paulo está aprofundando as investigações em um caso de feminicídio que chocou a comunidade do bairro Tremembé, na zona norte da capital. A tragédia ocorreu na noite da última terça-feira, quando uma mulher de apenas 26 anos foi alvejada por seu ex-companheiro, de 52 anos, em um ato de violência extrema.

Imediatamente após o chamado, equipes da Polícia Militar chegaram ao local, acompanhadas por um resgate emergencial. Contudo, a mulher não sobreviveu aos ferimentos, sendo sua morte confirmada no local da ocorrência. A dor dessa perda ressoa ainda mais em um contexto em que a violência contra a mulher se mostra alarmante.

Após os disparos, o autor do crime fugiu e permanece foragido. Policiais conseguiram apreender dois celulares que pertenciam ao homem, o que pode ser fundamental para os desdobramentos da investigação. O caso foi registrado no 73º Distrito Policial do Jaçanã, onde os crimes de feminicídio, violência doméstica e localização/apreensão de objeto foram oficialmente anotados.

A situação é ainda mais preocupante quando se observa o aumento dos índices de feminicídio no estado de São Paulo. Nos primeiros três meses do ano, foram registradas 86 vítimas, indicando um aumento significativo de 41% em comparação ao mesmo período de 2025, quando 61 mulheres foram mortas em decorrência da violência de gênero. Essa estatística alarmante é um indicativo de que a situação de vulnerabilidade das mulheres se agrava.

Além disso, os registros de descumprimento de medidas protetivas, que visam proteger as vítimas de violência doméstica, também apresentaram um crescimento significativo. De janeiro a março deste ano, foram contabilizadas 3.020 ocorrências, refletindo um aumento de 31,9% em relação ao ano anterior. Também se observou um incremento nas agressões físicas, com 19.249 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres, um aumento de 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Diante desse cenário preocupante, a sociedade se mobiliza e exige não apenas justiça, mas também políticas de proteção e prevenção à violência contra as mulheres, em busca de um futuro mais seguro e igualitário.

Sair da versão mobile