A iniciativa, liderada pelo Projeto Nanet, conta com a colaboração da Associação Brasileira de ONGs (Abong) e de várias outras instituições, como o Instituto Odara, a Marcha das Mulheres Negras e o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cependa). O evento, sob a égide de um compromisso com a inclusão social, propõe uma reflexão sobre o papel que a tecnologia digital desempenha nos movimentos sociais e na equidade racial.
A programação do “Conexões para o Bem Viver” é gratuita e rica em conteúdo. Serão realizados painéis que discutirão a apropriação das tecnologias digitais por movimentos sociais, o impacto das plataformas digitais na equidade racial, a problemática da desinformação que afeta crianças e adolescentes e a interseção entre justiça ambiental e justiça algorítmica. Tais temas são cada vez mais relevantes em um mundo onde a tecnologia modela interações sociais e oportunidades de forma profunda.
Juliane Cintra, diretora executiva da Abong e coordenadora do Projeto Nanet, enfatizou a importância deste evento. Em suas palavras, “a governança da internet no Brasil precisa refletir a diversidade do nosso povo”. Ela destacou a necessidade de abordar questões urgentes, como raça e gênero, em um cenário onde a exclusão tem sido uma realidade persistente. A justiça racial, segundo Cintra, deve estar no cerne da construção de uma internet democrática.
Pessoas de destaque no campo da justiça racial e da tecnologia estarão presentes, incluindo Mariana Belmont, da Geledés; Debora Campelo, do Projeto Ayomide; Sil Bahia, do Olabi; e Nirvana Lima, educadora popular em Cuidados Digitais.
O evento ocorrerá no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (UFBA), das 14h às 19h. Com essa iniciativa, espera-se um fortalecimento da luta por uma internet que não apenas reconheça, mas também promova a diversidade e a justiça social, abrindo caminhos para um futuror mais inclusivo.






