DIREITOS HUMANOS – “Entidades Indígenas Comemoram Legado de Bruno Pereira e Dom Phillips com Manifesto por Proteção da Floresta e Lembrança dos Defenderores Ambientais”

Na última quinta-feira, 5 de junho, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) prestou uma emocionante homenagem ao indigenista brasileiro Bruno Pereira e ao jornalista britânico Dom Phillips, ambos assassinados há dois anos na Terra Indígena Vale do Javari, uma área crítica da Amazônia. Este evento simbólico não apenas relembrava as vítimas, mas também destacava a luta contínua por justiça e proteção dos defensores do meio ambiente. Durante a cerimônia, foi lançado um manifesto em conjunto com mais 49 entidades, exigindo ações imediatas para garantir a segurança dos “guardiões da floresta”.

O manifesto, lido durante as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, enfatiza que Bruno e Dom não são apenas recordados como indivíduos, mas como símbolos de uma causa maior que se levanta contra a exploração e a violência na floresta. “Nesta data, não lembramos apenas dois nomes, mas uma promessa: que a floresta permanecerá de pé e que os povos indígenas viverão com dignidade e respeito”, constatou um trecho poderoso do documento.

Além de homenagear os dois, o manifesto foi uma plataforma para lembrar outros defensores ambientais, como Maxciel Pereira dos Santos, Dorothy Stang, e Chico Mendes, ressaltando a urgentíssima necessidade de proteger os povos indígenas e suas terras, especialmente em face da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 30, que acontecerá em novembro em Belém.

A homenagem ocorreu durante o 2° Intercâmbio entre Coletivos Indígenas de Vigilância e Monitoramento, realizado na aldeia Massapê, situada entre Guajará e Atalaia do Norte, no Amazonas. Bruno e Dom desapareceram após visitar a comunidade de São Rafael, suas mortes associadas à defesa dos direitos dos povos indígenas e à luta contra a pesca ilegal na região.

Por outro lado, em uma atualização importante no caso, nesta mesma quinta-feira, o Ministério Público Federal apresentou uma denúncia contra Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, suposto mandante do assassinato. Villar, que já se encontra preso, é acusado de liderar uma quadrilha envolvida no tráfico de drogas e na pesca ilegal. O governo brasileiro, em um esforço contínuo para trazer justiça e segurança à região, intensifica sua luta contra atividades criminosas que ameaçam a vida e as tradições dos povos indígenas locais.

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