O manifesto, lido durante as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, enfatiza que Bruno e Dom não são apenas recordados como indivíduos, mas como símbolos de uma causa maior que se levanta contra a exploração e a violência na floresta. “Nesta data, não lembramos apenas dois nomes, mas uma promessa: que a floresta permanecerá de pé e que os povos indígenas viverão com dignidade e respeito”, constatou um trecho poderoso do documento.
Além de homenagear os dois, o manifesto foi uma plataforma para lembrar outros defensores ambientais, como Maxciel Pereira dos Santos, Dorothy Stang, e Chico Mendes, ressaltando a urgentíssima necessidade de proteger os povos indígenas e suas terras, especialmente em face da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 30, que acontecerá em novembro em Belém.
A homenagem ocorreu durante o 2° Intercâmbio entre Coletivos Indígenas de Vigilância e Monitoramento, realizado na aldeia Massapê, situada entre Guajará e Atalaia do Norte, no Amazonas. Bruno e Dom desapareceram após visitar a comunidade de São Rafael, suas mortes associadas à defesa dos direitos dos povos indígenas e à luta contra a pesca ilegal na região.
Por outro lado, em uma atualização importante no caso, nesta mesma quinta-feira, o Ministério Público Federal apresentou uma denúncia contra Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, suposto mandante do assassinato. Villar, que já se encontra preso, é acusado de liderar uma quadrilha envolvida no tráfico de drogas e na pesca ilegal. O governo brasileiro, em um esforço contínuo para trazer justiça e segurança à região, intensifica sua luta contra atividades criminosas que ameaçam a vida e as tradições dos povos indígenas locais.